Topiramato e função cognitiva: revisão

Autores

  • Karllus Andhre Leite de Mendonça Santos Universidade Federal de Pernambuco Autor
  • Hugo André de Lima Martins Universidade Federal de Pernambuco Autor
  • Valdenilson Ribeiro Ribas Universidade Federal de Pernambuco Autor
  • Louana Cassiano Silva Lima Universidade Federal de Pernambuco Autor
  • Camila Cordeiro dos Santos Universidade Federal de Pernambuco Autor
  • Daniella de Araújo Oliveira Universidade Federal de Pernambuco Autor
  • Marcelo Moraes Valença Universidade Federal de Pernambuco Autor

DOI:

https://doi.org/10.48208/HeadacheMed.2015.3

Palavras-chave:

Cognição, Epilepsia, Migrânea, Obesidade, Psiquiatria, Topiramato

Resumo

A despeito da eficácia terapêutica, em suas várias indicações, os efeitos colaterais cognitivos são achados comuns com o uso do topiramato. Estudos descritivos indicam queixas cognitivas inespecíficas, lentificação psicomotora e dificuldades de linguagem, como principais queixas entre os pacientes que precisaram suspender uso da medicação, mesmo quando este apresenta eficácia no controle sintomático do paciente. Mesmo em pacientes que não apresentam queixas de natureza cognitiva com o uso de topiramato, foram encontradas alterações no desempenho em testes psicométricos. Os efeitos cognitivos negativos induzidos pelo topiramato são frequentemente temporários e cessam após descontinuação da medicação. Parece haver determinadas condições associadas a um maior risco para desenvolvimento de efeitos colaterais, como o esquema de titulação aplicado, a dose usada, tempo de manutenção em politerapia e susceptibilidade individual. O modo pelo qual o topiramato leva às alterações cognitivas ainda é pouco compreendida. Estudos de neurofisiologia e neuroimagem funcional procuram elucidar a questão. A magnitude das alterações cognitivas pode ser suficiente para interferir no desempenho escolar, no trabalho e relações sociais e estão entre as principais causas de descontinuação da medicação durante o tratamento.

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Biografia do Autor

  • Karllus Andhre Leite de Mendonça Santos, Universidade Federal de Pernambuco

    Unidade Funcional de Neurologia e Neurocirurgia, Universidade Federal de Pernambuco, Cidade Universitária, Recife, Pernambuco, Brasil

  • Hugo André de Lima Martins, Universidade Federal de Pernambuco

    Unidade Funcional de Neurologia e Neurocirurgia, Universidade Federal de Pernambuco, Cidade Universitária, Recife, Pernambuco, Brasil

  • Valdenilson Ribeiro Ribas, Universidade Federal de Pernambuco

    Unidade Funcional de Neurologia e Neurocirurgia, Universidade Federal de Pernambuco, Cidade Universitária, Recife, Pernambuco, Brasil

  • Louana Cassiano Silva Lima, Universidade Federal de Pernambuco

    Unidade Funcional de Neurologia e Neurocirurgia, Universidade Federal de Pernambuco, Cidade Universitária, Recife, Pernambuco, Brasil

  • Camila Cordeiro dos Santos, Universidade Federal de Pernambuco

    Unidade Funcional de Neurologia e Neurocirurgia, Universidade Federal de Pernambuco, Cidade Universitária, Recife, Pernambuco, Brasil

  • Daniella de Araújo Oliveira, Universidade Federal de Pernambuco

    Unidade Funcional de Neurologia e Neurocirurgia, Universidade Federal de Pernambuco, Cidade Universitária, Recife, Pernambuco, Brasil

  • Marcelo Moraes Valença, Universidade Federal de Pernambuco

    Unidade Funcional de Neurologia e Neurocirurgia, Universidade Federal de Pernambuco, Cidade Universitária, Recife, Pernambuco, Brasil

Publicado

2015-03-31

Edição

Seção

Revisões

Como Citar

1.
Topiramato e função cognitiva: revisão. Headache Med [Internet]. 31º de março de 2015 [citado 22º de janeiro de 2026];6(1):12-8. Disponível em: https://headachemedicine.com.br/hm/article/view/402