O papel da fisioterapia no tratamento das cefaleias: revisão de literatura

Autores

  • Débora Wanderley Universidade Federal de Pernambuco Autor
  • Joaquim José de Souza Costa Neto Universidade Federal de Pernambuco Autor
  • Marcelo Moraes Valença Universidade Federal de Pernambuco Autor
  • Daniella Araújo de Oliveira Universidade Federal de Pernambuco Autor

DOI:

https://doi.org/10.48208/HeadacheMed.2016.8

Palavras-chave:

Cefaleia, Modalidades de fisioterapia, Ensaio clínico

Resumo

A intolerância aos movimentos, incapacidade do pescoço e alterações nos músculos pericranianos são aspectos que podem interferir durante as crises de migrânea. A presença destes achados tornou a fisioterapia uma modalidade terapêutica alternativa para as cefaleias. Assim, as desordens estruturais e comportamentais musculares podem promover modificações na biomecânica da cabeça e região cervical, bem como limitações na mobilidade cervical no paciente com cefaleia, as quais podem ser tratadas por meio de diferentes modalidades fisioterapêuticas. O objetivo deste estudo foi revisar as publicações mais relevantes sobre o papel da fisioterapia no tratamento das cefaleias, a fim de fundamentar e direcionar o tratamento não farmacológico destes pacientes. Foi feito um levantamento da literatura, entre setembro/2015 e maio/2016, nas bases de dados MEDLINE/ PubMed, LILACS e Cochrane Central Register of Controlled Trials - CENTRAL, buscando ensaios clínicos randomizados e quasi randomizados sobre o tema. Os descritores do MeSH/DeCS utilizados foram: 'cefaleia', 'modalidades de fisioterapia', e seus equivalentes em inglês. Foram identificados 589 artigos, dos quais 19 foram incluídos, segundo os critérios de elegibilidade. De acordo com os resultados dos estudos avaliados, a fisioterapia promove melhora da cefaleia, dos sintomas associados e das disfunções musculoesqueléticas relacionadas. Entre as modalidades utilizadas estão correção postural, mobilização da coluna, alongamento muscular, técnicas de relaxamento, massagem, exercícios ativos ou passivos, entre outras. Devido à baixa qualidade metodológica da maioria dos estudos, são necessários novos ensaios controlados e randomizados, baseados nos critérios diagnósticos da ICHD, utilizando protocolos descritos de maneira mais detalhada e reprodutível, incluindo a avaliação de efeitos adversos.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Débora Wanderley, Universidade Federal de Pernambuco

    Departamento de Fisioterapia, Universidade Federal de Pernambuco - Recife, PE, Brasil
    Programa de Pós-Graduação em Neuropsiquiatria e Ciências do Comportamento Universidade Federal de Pernambuco - Recife, PE, Brasil

  • Joaquim José de Souza Costa Neto, Universidade Federal de Pernambuco

    Programa de Pós-Graduação em Neuropsiquiatria e Ciências do Comportamento Universidade Federal de Pernambuco - Recife, PE, Brasil

  • Marcelo Moraes Valença, Universidade Federal de Pernambuco

    Programa de Pós-Graduação em Neuropsiquiatria e Ciências do Comportamento Universidade Federal de Pernambuco - Recife, PE, Brasil

  • Daniella Araújo de Oliveira, Universidade Federal de Pernambuco

    Departamento de Fisioterapia, Universidade Federal de Pernambuco - Recife, PE, Brasil
    Programa de Pós-Graduação em Neuropsiquiatria e Ciências do Comportamento Universidade Federal de Pernambuco - Recife, PE, Brasil

Publicado

2016-06-30

Edição

Seção

Revisões

Como Citar

1.
O papel da fisioterapia no tratamento das cefaleias: revisão de literatura. Headache Med [Internet]. 30º de junho de 2016 [citado 22º de janeiro de 2026];7(2):33-42. Disponível em: https://headachemedicine.com.br/hm/article/view/282