Bloqueio do gânglio esfenopalatino no manejo da cefaleia pós-punção dural: uma revisão sistemática da literatura

Autores

  • Caio Lellis Pontifícia Universidade Católica de Goiás Autor
  • Pedro Tertuliano Pontifícia Universidade Católica de Goiás Autor
  • Ana Dib Pontifícia Universidade Católica de Goiás Autor
  • Sara Silva Pontifícia Universidade Católica de Goiás Autor
  • Camila Martins Pontifícia Universidade Católica de Goiás Autor
  • Weldes Junior Pontifícia Universidade Católica de Goiás Autor
  • Ledismar Silva Pontifícia Universidade Católica de Goiás Autor

DOI:

https://doi.org/10.48208/HeadacheMed.2020.Supplement.44

Palavras-chave:

Português

Resumo

Introdução
O gânglio esfenopalatino tem sido implicado na gênese das cefaleias pós-punção dural (CPPD). Sugere-se que o bloqueio do gânglio esfenopalatino (BGEP) pode aliviar os sintomas dessa cefaleia que diminui a qualidade de vida de vários pacientes. O objetivo deste estudo é averiguar se o BGE se mostrou uma opção terapêutica segura e eficaz no manejo da CPPD.
Material e Métodos
Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, delineada em dois dos quatro critérios da estratégia PICO, nos bancos de dados PubMed e Lilacs, com os descritores: “Sphenopalatine Ganglion Block AND Headache”, totalizando 98 artigos. Os critérios de inclusão foram: ensaios clínicos randomizados, relatos de caso, publicação até 10 anos, língua inglesa. Excluiu-se os estudos duplicados, aqueles artigos ainda não concluídos.
Resultados
Em um ensaio clínico randomizado, duplo cego, evidenciou- se que os pacientes que realizaram BGEP com 0,3 ml de bupivacaína a 0,5%, apresentaram uma queda significativamente na escala de dor (NRS score), 15 e 30 minutos após administração do tratamento, durando por 24h após o procedimento. Em consonância, um relato de caso, em que foi realizado um BGEP em contexto ambulatorial, verificou- se que a administração de levobupivacaína a 0,5% no tratamento para CPPD causou uma melhora significativa dos sintomas por mais de 24 horas após o procedimento. Outros dois relatos de caso, um com três pacientes (lidocaína viscosa a 2%) e outro com um paciente pediátrico, concluíram que o tratamento com BGEP reduziu significativamente a intensidade da CPPD. Em desacordo, um dos ensaios clínicos randomizados concluiu que o BGEP bilateralmente com 1 ml de anestésico local (lidocaína 4% e ropivacaína 0,5%) ou placebo (solução salina) não teve efeito estatisticamente significativo na intensidade da CPPD após 30 minutos. Por fim, um relato de caso concluiu que dois BGEP transnasal com lidocaína a 4% em cada narina de uma paciente grávida resultou em melhora significativa no mesmo dia, o estudo ressaltou que o bloqueio deve ser considerado para tratamento da dor de cabeça em grávidas, pelo profundo alívio da dor e a prevenção de medicamentos sistêmicos.
Conclusão
O BGEP se mostrou seguro e eficaz na redução da intensidade da CPPD durante as primeiras horas, no entanto os estudos apresentaram discordância a respeito da sua eficácia a longo prazo, necessitando de estudos de maior evidência científica sobre esse assunto.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Publicado

2020-12-30

Edição

Seção

Resumo Congresso Cefaleia 2024

Como Citar

1.
Lellis C, Tertuliano P, Dib A, Silva S, Martins C, Junior W, et al. Bloqueio do gânglio esfenopalatino no manejo da cefaleia pós-punção dural: uma revisão sistemática da literatura. Headache Med [Internet]. 30º de dezembro de 2020 [citado 1º de abril de 2026];11(Supplement):44. Disponível em: https://headachemedicine.com.br/hm/article/view/130