Qualidade de vida e incapacidade relacionada à saúde de crianças com migrânea

Publicado na 4ª edição de 2012

RESUMOA migrânea leva a uma redução da participação de criançasnas atividades de casa e de lazer e no rendimento escolar,além de comprometer os aspectos psicológicos, gerandoum impacto negativo na qualidade de vida relacionada àsaúde. Este estudo objetivou avaliar a incapacidade queesta condição causa na vida diária de crianças de 6 a 12anos de idade de ambos os gêneros e se influencia aqualidade de vida. A amostra foi composta por 50 criançascom migrânea sem aura e 50 crianças sem histórico decefaleia. Para verificar a incapacidade aplicou-se oquestionário Pediatric Migraine Disability Score e paraqualidade de vida o questionário Pediatric Quality of LifeInventory4.0TM. Os meninos perderam em média 13 (DP26,36) dias e as meninas em média 15 (DP 22,43) diassobre atividade e rendimento escolar, tarefas de casa e lazer,em três meses. De acordo com o grau de incapacidade, 19(38%) apresentaram pouca ou ausência de incapacidade(Grau I), 17 (34%) leve (Grau II), sete (14%) moderada(Grau III) e sete (14%) incapacidade grave (Grau IV) sobreatividade e rendimento escolar, tarefas de casa e lazer. Aqualidade de vida, pela percepção dos pais, é pior nascrianças com migrânea [IC95% (-16,92 – -6,18) p<0,01],mas na percepção das crianças é semelhante nos doisgrupos. Quando se analisam separadamente os váriosdomínios do questionário, pela percepção dos pais, hádiferenças nos domínios físico [IC95% (-15,24 – -1,88)p<0,01] e psicossocial [IC95% (-17,96 – -6,74) p<0,01].Enquanto que pela autoavaliação das crianças, houvediferença nos domínios emocional [IC95% (-16,95 – -5,70)p<0,01] e escolar [IC95% (-15,90 – -5,74) p<0,01]. Nãofoi encontrada correlação entre os dias perdidos devido àmigrânea e a qualidade de vida.


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